O tiro vai sair pela culatra?

28 06 2010

Há tempos se discute a ação invasiva de algumas ações promocionais. Um exemplo recente é a vuvuzela gigante instalada pela Hyundai no topo de um prédio da Cidade do Cabo, no início da Copa (post refê do Brainstorm9).

Outro exemplo é a ação do hospital Stadt Apotheke que, para lembrar que o Sol pode matar (em função de câncer de pele e outros males), pendurava etiquetas com a inscrição “Sun Kills” nos pés de pessoas que tomavam banho de sol em um dos maiores parques públicos de Zurique (o post refê vem do Comunicadores).

Diferente da segunda ação (em que o principal objetivo é criar polêmica a fim de chamar atenção para o assunto, estratégia bastante utilizada por entidades do Terceiro Setor como forma de mobilizar a sociedade quanto às suas causas), a primeira ação expõe uma marca a todo tipo de reação que a instalação de uma vuvuzela gigante pode gerar, sejam elas positivas ou negativas.

Analisando essas duas propostas, poderíamos afirmar que o futuro da ação promocional caminha para o mesmo destino da publicidade que, por extrapolar limites em nome de uma pretensa criatividade, já sofreu sanções e teve que se readequar? Estaria a comunicação promocional seguindo o mesmo caminho, criando ações que mais parecem criadas como um fim em si mesmas – “ah, a idéia é legal, vai bombar, não vamos nos preocupar com resultados” – do que para gerar benefícios para a marca?

O que você acha? Deixe a sua opinião.

@LuSetubal


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